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A Associação de Serviços Sociais Voluntários de Guaramirim – Bombeiros Voluntários nasceu da necessidade da comunidade guaramirense de contar com um efetivo capaz de combater os incêndios que assolavam a região, sem depender de corporações vizinhas.
Funcionou, inicialmente, de forma provisória, na sede da ACIAG – Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Guaramirim.
A história dos Bombeiros Voluntários de Guaramirim é bastante curiosa.
Segundo o Sr. João Mário Medeiros, um dos sócios-fundadores, conhecido como “Mário do Lira”, no final da década de 1980 foi convidado o Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul para participar da festa do Senhor Bom Jesus e conduzir a carreata. Foi algo inédito na época, que marcou a história da festa.
“Foi muito bonito, e a comunidade ficou muito contente!”, relata o Sr. João Mário. E continua: “Com isso, tive a ideia de falar com o prefeito, o Sr. Zeca Aguiar, para criar nosso próprio Corpo de Bombeiros aqui no município, porém, ele expôs toda a dificuldade financeira da prefeitura e também de conseguir apoio político para tal feito”.
No entanto, durante essas conversas, chegou-se à conclusão de que poderiam ser usados os próprios recursos materiais de que a prefeitura dispunha para dar início ao projeto.
ssim, um caminhão-pipa da prefeitura foi adaptado com uma bomba e algumas mangueiras; em seguida deu-se início ao treinamento de algumas pessoas (voluntários), e o caminhão ficou à disposição, caso houvesse alguma ocorrência.
E assim surgiu os Bombeiros Voluntários de Guaramirim – de uma necessidade, mas também da determinação, comprometimento e senso de solidariedade dos membros da comunidade guaramirense.
Depois disso, o Sr. João Mário ainda participou de algumas reuniões mas, em função de compromissos com a comunidade, acabou deixando para outras pessoas levarem o trabalho adiante. “Plantei e adubei a semente, e o cultivo deixei para que os outros dessem continuidade”, finaliza.
A Associação teve como sócios-fundadores os seguintes membros:
Antonio Carlos Zimmermann – Arnoldo Telles – Ary Antonio Soares – Domenico José Weber – Emilio Manoel do Rosário – Euclides José Odorizzi – João Mario Medeiros – João Riboldi – José Altair Weber – José Marcos Xavier – Luis Carlos Pereira – Marcos Klein – Moacir Bento Danna – Moacir Zopelaro – Orlando Satler – Reinaldo Richter – Rubens Friedemann – Sidnei Peggau – Valdemar Schuhardt – Sebastião Besen – Erich Osmar Seidel – João Maffei
Desde sua fundação, em 2 de fevereiro de 1990, até o dia 28 de agosto de 1994, a Associação funcionou em uma sede provisória, em uma garagem da Prefeitura Municipal. Contava com o trabalho de 13 bombeiros voluntários e o combate ao fogo era realizado por dois caminhões-pipa da Prefeitura.
Foram os primeiros bombeiros voluntários os seguintes membros:
Euclides Odorizzi – Arnaldo Telles – Moacir Zapellaro – Sebastian Besem – Ary Antonio Soares – Celso Ferreira – Emilio Rosario – João Maffei – Ildemar Alves Lisboa – Edésio Maffei – Maximiano da Silva – Erich Osmar – Jose Xavier.
A partir de agosto de 1994, ganhou uma nova sede, na Rua 28 de Agosto, 2700, onde mantém suas operações até os dias de hoje.
A Associação foi declarada de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº 3.963/2012 e de Utilidade Pública Estadual pela Lei nº 15.910/2012. Em 2018 foi certificada como Entidade Filantrópica na área da Saúde (CEBAS Saúde – Processo nº 25000.477123/2017-12).
O Corpo de Bombeiros Voluntários de Guaramirim atua na prevenção e combate a incêndios, atendimento pré-hospitalar e emergencial, resgate veicular, captura de animais, além de treinamentos e cursos de formação de novos bombeiros, e segue continuamente comprometido no propósito de servir à comunidade, engajado em ampliar seus serviços e ser uma referência nas suas atividades.
No Brasil, a história do Corpo de Bombeiros teve início no dia 2 de julho de 1856, ainda na época do Império.
O Decreto, assinado pelo Imperador Dom Pedro II, instituiu o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, no Rio de Janeiro. Foram reunidas as seções de Bombeiros que existiam para o serviço de extinção de incêndios na Casa do Trem (Arsenal de Guerra).
O primeiro serviço contra incêndios era responsável por orientar medidas de socorro, cabendo à equipe técnica a supervisão dos trabalhos de salvamento e extinção do fogo. Mesmo com a utilização de equipamentos rudimentares, a cidade já não se mobilizava desordenadamente. Aos poucos, organizava-se o Núcleo Oficial do Corpo de Bombeiros.
Os arsenais deixaram de ser os únicos responsáveis pelos incêndios, embora contassem com melhores equipamentos e pessoal mais especializado, possuíam a colaboração da Repartição de Obras Públicas e de funcionários da Casa de Correção.
Naquela época, o sinal de fogo era dado por tiros de canhões do Morro do Castelo, onde uma bandeira vermelha era içada. Em seguida, o toque era convencionado do sino da Igreja de São Francisco de Paula, indicando o lugar do sinistro.
Em 1880, a Corporação passou a ter organização militar e foram concedidos postos e insígnias aos seus componentes. Com o passar dos anos, equipamentos mais sofisticados foram fornecidos e viaturas mecânicas passaram a ser utilizadas.
Atualmente, é no dia 2 de Julho que se comemora o Dia do Bombeiro, que hoje não só apaga incêndios, mas se responsabiliza pelos atendimentos pré-hospitalares em caso de trauma, salvamentos em altura e em meio líquido, além das atividades de busca e defesa civil.
(Fonte: Corpo de Bombeiros do Paraná – www.bombeiros.pr.gov.br, adaptado)
A partir do momento em que o homem deixou de ser nômade, para fixar-se em uma terra, surgiram necessidades banais. A preocupação e o combate ao fogo tornaram-se indispensáveis para proteger a humanidade da ameaça que ele representava.
Ao longo da história, grandes incêndios marcaram as sociedades ao redor do mundo e, a partir dessas tragédias, foi preciso criar uma corporação de combate ao fogo. Assim surgiu a primeira concepção do Corpo de Bombeiros.
Na Grécia, o sistema funcionava por meio de sentinelas noturnos, que faziam a vigilância de suas cidades e soavam alarmes em caso de incêndio. Também por necessidade, Roma decidiu implantar o sistema, quando a capital do Império encontrou-se inteiramente devastada pelas chamas. O incidente fez nascer o primeiro Corpo dedicado exclusivamente ao enfrentamento do fogo.
Ao longo dos séculos, essas organizações evoluíram e a invenção de bombas e mangueiras de incêndio deu origem a uma nova era na luta contra o fogo. Era o fim da época dos baldes e o começo do ataque aos incêndios, com o lançamento de jatos de água em várias direções.
A companhia de sessenta “guarda bombas” uniformizados, sujeitos ao militarismo, em Paris, foi um dos primeiros Corpos de Bombeiros organizados nos moldes atuais. Em pouco tempo, essas corporações alcançaram as grandes cidades ocidentais e atualmente estão espalhadas pelo mundo. Elas possuem, como principal missão, salvar a vida alheia, mesmo que para isso seja preciso arriscar a própria vida.
(Fonte: Corpo de Bombeiros do Paraná – www.bombeiros.pr.gov.br, adaptado)